Portugal esteve em destaque na 24.ª edição do Festival Iberoamericano de Cinema de Sergipe (Curta-SE), realizada entre 3 e 9 de novembro de 2025, na cidade de Aracaju, no Brasil. O evento, considerado um dos mais importantes do cinema independente ibero-americano, contou com forte presença portuguesa, através de filmes produzidos no âmbito de “Aveiro – Capital Portuguesa da Cultura 2024”.
O festival, que reúne anualmente centenas de obras de toda a Ibero-América, promove o intercâmbio cultural entre cineastas e reforça o diálogo entre Portugal e o Brasil. Patrocinado pela Petrobras e pelo Ministério da Cultura do Brasil, o Curta-SE é uma referência na difusão do cinema de autor e independente, destacando produções que exploram novas linguagens e abordagens visuais.
Entre as produções portuguesas selecionadas, figuram “Noites de Cinema”, de Luís Diogo; “Para Lá da Porta”, de Ana Carolina d’Antas; “Experimenta Música”, de Costa Valente; e “Aqui, em Aveiro”, de Joaquim Pavão. As obras refletem a diversidade temática e estética da criação audiovisual portuguesa contemporânea e foram produzidas como parte do programa cultural de Aveiro em 2024.
A seleção portuguesa foi articulada pelo Festival de Cinema de Avanca, que tem longa tradição de cooperação internacional e é reconhecido pela sua aposta na inovação audiovisual. Esta parceria reforça os laços culturais entre os dois países e amplia a circulação de produções lusófonas no circuito ibero-americano.
Também integrou a programação a animação “To the Bones”, de Cláudio Sá, um dos primeiros filmes portugueses produzidos com recurso a inteligência artificial, e a curta “My Ray of Sunshine”, da realizadora brasileira Laís Andrade, uma coprodução luso-brasileira que aborda o tráfico transatlântico de pessoas escravizadas e já foi premiada em festivais portugueses.
A presença portuguesa no Curta-SE 2025 confirma a crescente visibilidade internacional do cinema nacional, sobretudo no segmento independente. Aveiro aposta na produção cinematográfica como parte do seu programa cultural e reforça o papel do cinema como instrumento de diálogo e identidade lusófona.
