Promover o investimento da diáspora e apoiar a internacionalização das empresas portuguesas. Os dois grandes motes dos Encontros PNAID 2023 foram “plenamente atingidos”, durante os três dias do evento que teve lugar em Viana do Castelo.


Cristina Coelho, responsável pelo Programa Nacional de Apoio ao Investidor da Diáspora, realça que a edição deste ano “foi a mais empresarial de sempre, com 65 por cento dos participantes a serem empresas, o que atesta claramente que este evento abre janelas de oportunidades junto do investidor
da diáspora”.

O evento, que juntou cerca de 600 participantes no Centro Cultural de Viana do Castelo, foi uma montra para o networking com vista a estabelecer parcerias e lançar as bases de futuros negócios, com toda a rede de organismos públicos envolvidos no processo de criação de empresas a marcar presença no recinto, do IAPMEI à AICEP, passando pelo Instituto dos Registos e Notariado.

“Estava disponível informação de toda a cadeia que envolve a criação de um negócio, e os investidores tiveram a oportunidade de num só local esclarecer todas as dúvidas”, enfatiza Cristina Coelho. Por outro lado, os responsáveis locais, sobretudo na baixa densidade, “estão cada vez mais cientes da importância que a diáspora portuguesa representa e o que ela pode acrescentar em termos de dinamismo económico para os territórios”.

Todas as sessões dos Encontros PNAID 2023 foram transmitidas via streaming para variadas geografias onde a luso-descendência tem significativa representação e no dia de maior agenda estiveram cerca de 30 mil pessoas a assistir aos trabalhos por via digital. Uma iniciativa que tem tudo para crescer e que deverá regressar em 2024, nos moldes em que o Governo saído das eleições de março do próximo ano vier a delinear.

Os Encontros PNAID são uma iniciativa do governo português, coordenados pelo Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas e pela Secretária de Estado do Desenvolvimento Regional. A edição de 2023 foi organizada pelo Município de Viana do Castelo em parceria com a Comunidade Intermunicipal do Alto Minho e com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte.