No discurso de vitória, António José Seguro começou por deixar uma palavra de solidariedade às famílias das 15 pessoas que perderam a vida na sequência das tempestades que têm afetado Portugal, sublinhando que a resposta a esta situação deve ser uma prioridade nacional.

Seguro agradeceu a todos os que o acompanharam ao longo da campanha, com uma referência especial à família, e afirmou que irá servir todos os portugueses, sem exceção. Declarou que, a partir deste momento, não tem adversários, assumindo-se como Presidente de todos, livre de amarras políticas. “A minha liberdade é a garantia da minha independência”, afirmou, reafirmando a sua lealdade plena à Constituição da República Portuguesa.

O Presidente eleito defendeu uma relação institucional exigente e construtiva com o Parlamento e com o Governo. Esclareceu que não pretende ser um contrapoder, mas sim um fator de exigência democrática, ao serviço da boa governabilidade, num contexto em que o país enfrenta um ciclo de cerca de três anos sem eleições.

No centro da sua visão estão a cultura de compromisso, a necessidade de mudança para melhorar a vida dos portugueses e a resposta aos desafios imediatos causados pelas intempéries. Seguro assumiu o papel de garante da democracia, sublinhando que a esperança constrói e o medo paralisa, e que Portugal é maior do que qualquer crise.

Apelou a uma sociedade intergeracional, capaz de saber para onde quer ir, onde todos os esforços contam para alcançar uma melhoria coletiva. Reforçou ainda a inclusão da diáspora portuguesa como parte integrante do todo nacional, afirmando que todos são portugueses, dentro e fora do país.