As eleições legislativas de 18 de maio de 2025 em Portugal trouxeram mudanças significativas no panorama político nacional. 

Eleições AR 2025

A Aliança Democrática (AD), liderada por Luís Montenegro, obteve a maioria relativa, conquistando 89 dos 230 lugares na Assembleia da República, com 32,1% dos votos. No entanto, a coligação conservadora ficou aquém da maioria absoluta de 116 deputados, o que indica a necessidade de formar um governo minoritário ou buscar alianças para garantir estabilidade política.

O Partido Socialista (PS), liderado por Pedro Nuno Santos, registou uma derrota histórica, passando de 78 para 58 deputados e caindo para a terceira posição em número de assentos. Este resultado levou à demissão de Pedro Nuno Santos da liderança do PS, que anunciou a convocação de eleições internas no partido.

O Chega, partido de extrema-direita liderado por André Ventura, registou um crescimento, alcançando 58 deputados, empatando com o PS. Este resultado marca uma mudança significativa no sistema político português, tradicionalmente dominado por dois grandes partidos. A ascensão do Chega reflete uma crescente insatisfação popular com a classe política tradicional e um apelo por mudanças mais radicais.

Mapa AR 25

Imagem: RTP

Outros partidos que conseguiram representação parlamentar incluem a Iniciativa Liberal (9 deputados), Livre (6), a Coligação Democrática Unitária (3), o Bloco de Esquerda (1), o Pessoas-Animais-Natureza (1) e o Juntos pelo Povo (1), que fez história ao eleger um deputado por Madeira.

A participação eleitoral foi de 64,38%, um aumento em relação às eleições anteriores, indicando um maior envolvimento dos cidadãos no processo democrático. A contagem dos votos das comunidades portuguesas no estrangeiro ainda está em andamento, mas os resultados já parciais indicam que o PS e o Chega estarão em disputa acirrada pela distribuição de assentos, especialmente entre os círculos da Europa e Fora da Europa, cujos votos ainda não foram totalmente apurados.

Com a fragmentação do parlamento, Luís Montenegro enfrenta o desafio de formar um governo estável. Embora tenha descartado alianças com o Chega devido a diferenças ideológicas, ele poderá procurar apoio de outros partidos para garantir a governabilidade. O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, deverá iniciar consultas com os líderes partidários para avaliar as possibilidades de formação de governo.

A eleição de 2025 representa uma mudança significativa na política portuguesa, com o fortalecimento da direita e a ascensão de partidos antes marginalizados. O futuro político do país dependerá das negociações pós-eleitorais e da capacidade dos partidos de encontrar consensos que assegurem a estabilidade governamental.