O voto da diáspora portuguesa encerra as Legislativas 2025 e confirma nova correlação de forças no Parlamento
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A contagem oficial dos votos da emigração portuguesa encerrou o ciclo eleitoral das Legislativas de 18 de maio de 2025. Os quatro mandatos atribuídos pelos círculos da Europa e Fora da Europa foram determinantes para definir a nova composição da Assembleia da República.
Pela primeira vez, o Partido Socialista não elegeu qualquer deputado pelos círculos da emigração. A Aliança Democrática (AD) e o Chega dividiram os quatro mandatos, com dois deputados cada. Este resultado confirmou a crescente importância da diáspora portuguesa no processo eleitoral, bem como uma alteração significativa nas preferências de voto fora do território nacional.
Participação da diáspora portuguesa
O envolvimento das comunidades portuguesas foi expressivo em países como França, Suíça, Reino Unido, Luxemburgo, Brasil, Estados Unidos e Canadá. A tendência revelou uma clara mudança nos padrões de votação, em comparação com eleições anteriores, refletindo novas dinâmicas e sensibilidades políticas entre os emigrantes portugueses.
Os círculos da emigração: Europa e Fora da Europa
Círculo da Europa
1 deputado: Chega (28,20%)
1 deputado: Aliança Democrática (14,65%)
PS ficou em terceiro lugar com 13,54% dos votos
Círculo Fora da Europa
1 deputado: Chega (20,78%)
1 deputado: Aliança Democrática (19,60%)
PS novamente em terceiro, com 13,50%
Resultados nacionais e impacto na oposição
No total, a Aliança Democrática saiu reforçada, com 91 deputados, confirmando-se como a força mais votada. O Chega subiu para 60 deputados, ultrapassando o Partido Socialista, que se ficou pelos 58 lugares, e assumindo a liderança da oposição. Esta nova correlação de forças reflete uma alteração significativa no equilíbrio político nacional, à qual o voto da emigração contribuiu diretamente.
Assembleia da República 2025–2029: uma legislatura mais fragmentada
Com a entrada do Juntos pelo Povo (JPP) e a manutenção de forças como o Livre, CDU, PAN e Bloco de Esquerda, a nova legislatura conta com dez partidos representados, a configuração parlamentar mais plural desde o 25 de Abril.
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Composição final da Assembleia da República
A AD mantém-se como a maior força parlamentar, sem maioria absoluta. O Chega passa a ser a segunda maior bancada e assume o papel de líder da oposição. O PS, embora ultrapassado em número de mandatos, mantém-se como terceira força.
A diversidade de representação e a fragmentação do parlamento refletem um novo ciclo político em Portugal.
