Dia da espiga ou Quinta-feira da espiga é uma celebração portuguesa que ocorre no dia da Quinta-feira da Ascensão com um passeio matinal, em que se colhe espigas de vários cereais, flores campestres e raminhos de oliveira para formar um ramo, a que se chama de espiga. Segundo a tradição o ramo deve ser colocado por detrás da porta de entrada, e só deve ser substituído por um novo no dia da espiga do ano seguinte.

O ramo é composto por: cinco espigas de trigo ou de outros cereais, como centeio, cevada ou aveia, que significam o pão (nunca faltar comida); um raminho de oliveira, que simboliza o azeite e a luz divina (antigamente o azeite era usado para iluminar); cinco papoilas vermelhas que significam saúde; cinco malmequeres amarelos que simbolizam o ouro e o dinheiro e cinco malmequeres brancos que simbolizam a paz

O dia da espiga era também o “dia da hora” e considerado “o dia mais santo do ano”, um dia em que não se devia trabalhar. Era chamado o dia da hora porque havia uma hora, o meio-dia, em que tudo parava, “as águas dos ribeiros não correm, o leite não coalha, o pão não leveda e as folhas se cruzam”. Era nessa hora que se colhiam as plantas para fazer o ramo da espiga e também se colhiam as ervas medicinais. Em dias de trovoadas queimava-se um pouco da espiga no fogo da lareira para afastar os raios.

Alguns Provérbios populares alusivos a este dia:

Da Páscoa à Ascensão,40 dias vão.”

Quem tem trigo da Ascensão, todo o ano terá pão.”

Se chover na Quinta-feira da Ascensão, as pedrinhas darão pão.”