A Academia Portuguesa de Cinema (APC) anunciou os cinco filmes que disputarão a representação nacional na categoria de Melhor Filme Internacional dos Óscares de 2026, cuja cerimónia decorrerá a 15 de março, em Los Angeles.

Entre os candidatos, destaca-se Grand Tour, de Miguel Gomes, vencedor do prémio de Melhor Realizador em Cannes e apontado como um dos grandes favoritos a representar Portugal na corrida pela estatueta.

A pré-lista inclui ainda Banzo, de Margarida Cardoso, uma ficção ambientada no início do século XX, numa ilha africana, que reflete sobre relações coloniais e memórias históricas.

Também está em destaque Hanami, de Denise Fernandes, rodado na ilha do Fogo, em Cabo Verde, reconhecido por estreias em festivais internacionais e pela escolha de atores não-profissionais.

Outro dos pré-selecionados é Os Papéis do Inglês, de Sérgio Graciano, com argumento de José Eduardo Agualusa, filmado no deserto do Namibe (Angola) e inspirado em poesia ficcional.

A lista completa-se com Sobreviventes, de José Barahona, cineasta falecido em 2024, que coescreveu o projeto com Agualusa. O filme foi rodado na costa portuguesa e inspira-se no universo de Nação Crioula.

Os títulos foram escolhidos por um comité de oito profissionais, entre realizadores, atores e críticos, que avaliou 24 longas-metragens elegíveis de acordo com as regras da Academia de Hollywood.

A votação final, que definirá o candidato oficial de Portugal, decorrerá entre 22 de agosto e 10 de setembro de 2025.

Portugal apresenta regularmente obras nesta categoria desde 1980, mas ainda não conquistou uma nomeação. Um marco relevante ocorreu em 2023, quando a curta-metragem de animação Ice Merchants, de João Gonzalez, tornou-se a primeira produção portuguesa nomeada aos Óscares, reforçando a visibilidade do cinema nacional.

A seleção agora divulgada demonstra a vitalidade do setor cinematográfico português e mantém viva a expectativa de que o país, cada vez mais presente nos grandes festivais, possa finalmente alcançar a primeira nomeação na categoria de Melhor Filme Internacional e, quem sabe, conquistar uma estatueta dourada.

Foto: Rodrigo Matsuda