A cultura pode ser uma ponte mais forte do que a política ou a economia. Quando se sentam à mesma mesa representantes de instituições de três continentes – Brasil, Portugal e China – para pensar o futuro a partir da herança comum, nasce algo mais do que um protocolo: nasce uma visão partilhada.
A aproximação entre a Fundação Oriente e a Câmara Portuguesa do Rio de Janeiro é um sinal de que a lusofonia global continua viva, dinâmica e capaz de gerar novas formas de diálogo.
De Lisboa para o mundo num encontro com valor simbólico e estratégico
Foi em Lisboa, na sede da Fundação Oriente, que se deu um passo silencioso mas promissor.
O Presidente da Câmara Portuguesa do Rio de Janeiro, António Montenegro Fiúza, reuniu-se com o Presidente da Fundação, Carlos Monjardino, para abrir caminho a uma futura parceria cultural entre Brasil, Portugal e China. Um gesto diplomático que carrega uma memória coletiva feita de viagens, trocas e laços criados ao longo de séculos.
A ligação entre o mundo lusófono e a Ásia não é apenas um capítulo da história, é uma realidade com expressão cultural, humana e simbólica. Macau, Rio de Janeiro e Lisboa formam um triângulo cultural com uma identidade própria, onde o passado colonial se transforma hoje em diálogo intercultural. Neste contexto, a Diáspora Lusa acredita que esta parceria poderá ir muito além de intercâmbios formais. Poderá representar uma plataforma para novas narrativas, novos protagonistas e novas pontes entre gerações e geografias.
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Património, identidade e futuro
Valorizar o património partilhado entre estes países é também um ato de projeção. Projetar o que fomos para definir quem queremos ser, no ensino, nas artes, na investigação, na cooperação entre instituições.
A Diáspora Lusa acompanha, apoia e liga
Para a Diáspora Lusa, que acompanha de perto o papel das comunidades portuguesas no mundo, esta parceria cultural entre Brasil, Portugal e China é mais do que simbólica. Representa uma visão estratégica que coloca o património, a cultura e a cooperação internacional no centro das relações entre povos ligados pela história. Um triângulo cultural que, em vez de fechar fronteiras, continua a abrir caminhos.
