Portugal volta a afirmar-se no panorama europeu da arquitetura contemporânea com 12 projetos nomeados para o Prémio da União Europeia para a Arquitetura Contemporânea / Prémio Mies van der Rohe 2026. A lista oficial foi divulgada em novembro pela Comissão Europeia e pela Fundação Mies van der Rohe, que organizam uma das distinções mais prestigiadas do setor.

As obras portuguesas selecionadas refletem diversidade, inovação e sustentabilidade, representando diferentes regiões e tipologias arquitetónicas. Entre as nomeações estão a Adega Quinta de Adorigo (Tabuaço), do atelier Sérgio Rebelo; a Reabilitação de Edifícios do Bairro do Cerco do Porto, dos gabinetes José Gigante Arquiteto e Virgínio Moutinho Arquitetos; o Campo de Futebol Laje (Oeiras), de Miguel Marcelino; o Edifício “A Nacional” (Porto), do gabinete Menos é Mais Arquitetos Associados; o Prédio de apartamentos na Rua Roberto Ivens (Matosinhos), do atelier Ursa; o Bairro Padre Cruz Market Hall (Lisboa), de REDO Arquitetos; e o Complexo de Saúde de Carcavelos, assinado por Simão Botelho em colaboração com Stúdio J e Duoma.

Os projetos nacionais estão entre 410 obras nomeadas de 40 países europeus e 143 regiões, destacando o peso de Portugal na arquitetura contemporânea. O país figura entre os seis com maior número de candidaturas, mantendo uma tradição de excelência que remonta ao arquiteto Álvaro Siza Vieira, vencedor da primeira edição do prémio em 1988.

Criado pela Comissão Europeia e pela Fundação Mies van der Rohe, o prémio distingue obras que conciliam excelência estética, inovação tecnológica, sustentabilidade e impacto social e cultural. A edição de 2026 conta com um júri internacional composto por arquitetos de renome, incluindo Smiljan Radić e Carl Bäckstrand, que anunciará as 40 finalistas em fevereiro de 2026, antes da escolha dos vencedores, em cerimónia a realizar-se em Barcelona.

A presença portuguesa evidencia o dinamismo e a qualidade da arquitetura nacional, com propostas que vão de projetos residenciais a espaços públicos e equipamentos de saúde. Além da competição principal, algumas obras portuguesas deverão integrar o programa “Young Talent”, uma categoria que distingue jovens arquitetos emergentes em toda a Europa.

A nomeação simultânea de múltiplas regiões e estilos confirma a força criativa e sustentável da arquitetura portuguesa, reconhecida pela forma como alia identidade local e inovação global.