A Embaixada de Portugal na Suíça lamentou o trágico incêndio que deflagrou em Crans Montana na madrugada da passagem de ano, e apresentou condolências às famílias afetadas. O Consulado-Geral de Portugal em Genebra encontra-se no local a acompanhar eventuais necessidades de cidadãos portugueses e dos seus familiares.
Um incêndio num bar da estância de esqui de Crans-Montana, na Suíça, durante as celebrações da passagem de ano, provocou cerca de 40 mortos e mais de 100 feridos, muitos em estado grave. Perante a dimensão da tragédia, as autoridades suíças decretaram cinco dias de luto nacional, classificando o sucedido como um dos episódios mais traumáticos da história recente do país.
O fogo deflagrou durante uma festa de Ano Novo no bar Constellation, situado na cave do edifício, com capacidade para cerca de 300 pessoas. Testemunhos recolhidos por meios de comunicação internacionais indicam que as chamas se terão propagado rapidamente, levando ao colapso parcial da estrutura. As causas exatas do incêndio continuam sob investigação.
As autoridades suíças iniciaram um processo complexo de identificação das vítimas, recorrendo a análises de ADN e registos dentários, devido à gravidade das queimaduras. Responsáveis locais admitem que este trabalho possa prolongar-se por vários dias ou semanas.
Até à hora desta edição, não havia qualquer reporte de cidadãos portugueses entre os mortos ou feridos. A Embaixada de Portugal na Suíça lamentou os acontecimentos e informou que o Consulado-Geral de Portugal em Genebra se encontra no local a acompanhar a situação e preparado para prestar apoio à comunidade portuguesa, caso venha a ser necessário.
As autoridades suíças disponibilizaram um número de contacto para familiares das vítimas e pessoas diretamente afetadas: +41 848 112 117, acessível a partir da Suíça e do estrangeiro. Para apoio consular, os cidadãos portugueses podem contactar o Consulado-Geral de Portugal em Genebra através do email [email protected] ou dos números +41 76 361 39 48 e +41 79 324 25 05.
Vários países, entre os quais Itália e França, indicaram ter cidadãos desaparecidos ou feridos. As autoridades continuam a apelar à prudência na divulgação de informações, sublinhando que a prioridade absoluta é a identificação das vítimas e o apoio às famílias.
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