O FESTLUSO – Festival de Teatro Lusófono celebra 15 anos com uma edição que promete expandir horizontes culturais. O evento decorre de 21 a 24 de agosto no Sesc Taguatinga (Distrito Federal) e de 25 a 30 de agosto em Teresina, capital do Piauí, reunindo artistas de Portugal, Brasil, Angola e Moçambique, no espírito de cooperação da CPLP.

A programação presta homenagem ao centenário do professor José Gomes Campos, figura de referência no teatro piauiense. Uma das novidades é o reforço do FestLuso-Escola, que oferece espetáculos e oficinas gratuitas para estudantes, incentivando o público jovem a aproximar-se das artes cénicas.

Serão mais de 20 apresentações com acesso livre, incluindo peças, concertos, performances multimédia, debates, mesas-redondas e lançamentos de livros. No Sesc Paulo Autran (Brasília), destacam-se produções como “Figueiredo”, de Pedro Vilela, e “Manual para Drag Queen – Dressed as a girl?”, de Isabel Mões, além de criações vindas do Rio de Janeiro, Ceará, Piauí, Angola e Moçambique.

Em Teresina, as apresentações decorrerão em palcos como o Theatro 4 de Setembro, Cine Teatro da UFPI, Sala Torquato Neto e a Escola Técnica de Teatro Gomes Campos. Entre os destaques estão “Mwene-Kongo: a mulher da meia-noite” (Angola), “No seu Vestido” (Moçambique), “descobri-quê?” (Porto) e “Caim”, inspirado em José Saramago e interpretado por Henri Pagnoncelli. O ator Tuca Andrada participa com o espetáculo “Let’s Play That ou Vamos Brincar Daquilo”, sobre Torquato Neto.

O módulo circulante em Brasília contará com interpretação em Libras e a retirada gratuita de senhas uma hora antes do espetáculo, garantindo inclusão e acessibilidade. O festival é apoiado pela Embaixada de Portugal, Instituto Camões, UNESCO, governos estaduais e Sesc-DF, além de parcerias com o Grupo Harém, Trupe Motim e Fundação Pedro Coelho de Resende.

“O módulo circulante é uma oportunidade de apresentar ao público brasiliense a diversidade de narrativas que compõem a cena lusófona, com obras que se conectam a temas urgentes e universais”, destacou o curador Francisco Pellé.

Em Teresina, o Secretário de Estado da Cultura, Carlos Anchieta, reforçou:

“Reunir artistas de língua portuguesa aqui no Brasil – esse é o objetivo maior do FestLuso, que traz produções de Portugal, Angola e outros países, promovendo um verdadeiro intercâmbio cultural.”

Além das apresentações gratuitas, algumas sessões solicitam contribuição solidária (alimentos não perecíveis). Oficinas de formação e espetáculos adaptados para escolas públicas garantem maior participação de jovens e comunidades vulneráveis.

Com foco em diversidade, inclusão e intercâmbio, o FESTLUSO afirma-se como um dos principais festivais de teatro lusófono fora de Portugal. A organização já estuda a expansão para outros estados brasileiros e países da CPLP, reforçando o seu papel como ponte cultural entre continentes de língua portuguesa.