O Consulado-Geral de Portugal em Lyon assinalou o Dia Mundial da Língua Portuguesa com uma celebração marcada pela cultura, literatura, música e aproximação entre comunidades lusófonas.

A iniciativa, realizada no espaço renovado do consulado, integrou a apresentação da obra “Luso-Brasilidade Musical – A influência da Música na Ligação entre Brasil e Portugal”, da autoria de Ígor Lopes, convidado especial da sessão.

O evento decorreu num contexto particularmente simbólico, coincidindo com as comemorações dos 30 anos da CPLP, reunindo representantes institucionais, professores de língua portuguesa, empresários, estudantes, artistas e membros das comunidades portuguesa e lusófona em França.

A sessão contou com a presença do cônsul-geral de Portugal em Lyon, João Marco de Deus, responsável pela apresentação da obra, bem como do cônsul honorário do Brasil em Lyon, Olivier Costa.

Marcaram igualmente presença os conselheiros das Comunidades Portuguesas Jorge Campos e Manuel Cardia Lima, além do escritor, ator e encenador luso-francês Carlos Otero, figura de referência da cultura portuguesa em França.

O livro-reportagem apresentado aborda as relações culturais entre Portugal e Brasil através da música, reunindo entrevistas e referências ligadas à construção de uma identidade lusófona partilhada.

A obra já recebeu várias distinções internacionais, incluindo prémios literários atribuídos no Reino Unido e na Suíça, reforçando o seu impacto junto das comunidades lusófonas e da divulgação da língua portuguesa.

Após a apresentação literária, o programa prosseguiu com um momento dedicado à poesia e música em língua portuguesa, coordenado pela professora Elza Gonçalves e acompanhado por vários artistas.

O ambiente do evento foi ainda marcado pela exposição de trabalhos produzidos por mais de duas centenas de alunos sobre a lusofonia, reforçando a dimensão educativa e cultural da iniciativa.

A celebração em Lyon destacou a língua portuguesa como instrumento de ligação entre países, culturas e diásporas, num momento que cruzou diplomacia cultural, literatura e identidade lusófona.