Por quatro milénios o mundo conhecido ficava entre o Médio Oriente – Fenícios, e Mouros, Celtas, Lusos e terminava em Finisterra. Marco Polo inovou, foi ao Oriente. Os sábios portugueses, alguns fugidos da inquisição e já na Holanda, foram chamados pelo sábio rei que lhes ofereceu Sagres para pensar em desenvolver Portugal.
Um rei que valorizou mais o saber do que o poder, sábios a aproveitar as madeiras da baixa de Mochique, o empenho dos portugueses e a inspiração vinda dos céus e das estrelas, sabendo que o planeta era redondo, garantiram que a rota das Índias passaria por um oceano.
Os corajosos portugueses enfrentaram o desconhecido, tempestades, sede, fome, doenças, motins, mas chegaram a terras novas, acreditavam ser a Índia, onde batizaram os nativos de índios. Ali enfrentaram línguas desconhecidas, hábitos diferentes, climas tropicais, doenças nunca dantes imaginadas, após águas nunca dantes navegadas, em terras nunca dantes pisadas.
Quem usa o saber e o integra com humanidade, empatia por outros, e se adapta as condições locais só pode vencer. Para o mundo ofereceram não só os cravos da Índia e ervas aromáticas, também terras férteis, frutos nutritivos, riquezas que só a água tépida do mar de sonhos, lhes oferecia. E o topo da coroa, ouro, diamantes, que vieram para as coroas da corte.
O sábio rei, ao saber da necessidade de muitos portugueses para lá não só chegar, mas explorar, teve a bela ideia de enviar presos, aqueles que lutavam contra o poder central, por um País melhor, para lá trabalhar. Os esforçados portugueses, ao ver aquelas lindas e desnudas riquezas tropicais, puderam realizar o sonho de todos, trabalhar e serem felizes, com plena liberdade. Portugal cresceu, enriqueceu e ao mundo velho um maravilhoso novo mundo ofereceu.
O que seria do mundo sem os corajosos portugueses? O que seria de Portugal há séculos, sem os corajosos emigrantes? O que seria de Portugal hoje sem a riqueza que a diáspora oferece?
Contatos para pequenas empresas exportarem, capital para médias empresas e até bancos outros financiarem. E muita, muita poupança que resulta em belas mansões no interior distante, sem as quais por lá não haveria trabalho algum.
E inovação! Quantos jovens não vão aos modernos países distantes, trabalhar para empresas dos tios-avós ou conhecidos dos conhecidos luso-descendentes e lá aprendem a melhor tecnologia, que, ao por cá regressarem, ajudam a transformar boas intenções em ótimas ações. Ganha-ganha, onde eles crescem e os inovadores, clientes, todos – todos enriquecem.
A Diáspora merece mais poder, não só na AR, não só um Secretário de Estado. Ela merece um Ministro, com poder de usar a sabedoria e a imensa competência profissional, uma rede de contatos universal, para desburocratizar, modernizar, e como os bravos navegadores, por Portugal se não no topo, não no pódio mediático, ao menos no quarto lugar do MAIS IMPORTANTE PAÍS DA EU!
YES, WE CAN – TOGETHER!
Investimento em Portugal por Jack Soifer
