Portugal entre os países com melhor domínio da língua inglesa no mundo, segundo o estudo anual EF English Proficiency Index 2025, elaborado pela Education First (EF). O relatório, considerado a maior avaliação internacional de proficiência em inglês entre adultos, analisou o desempenho de 2,2 milhões de participantes de 123 países, avaliando competências de leitura, audição, expressão escrita e expressão oral.

 

Na edição deste ano, Portugal alcançou 612 pontos numa escala de 800, resultado que coloca o país no 6.º lugar mundial e muito acima da média global, fixada em 488 pontos. Este desempenho reforça a tendência de melhoria gradual que Portugal vem registando ao longo da última década, com resultados que aproximam o país dos sistemas educativos considerados referência em Europa e no mundo.

O relatório destaca que a leitura continua a ser a competência mais sólida entre os participantes portugueses, enquanto a expressão oral se mantém como a habilidade com menor pontuação relativa, evidenciando uma diferença de cerca de 130 pontos entre ambas. Este desfasamento sugere que os portugueses conseguem interpretar informação escrita com elevado nível de eficácia, mas ainda enfrentam dificuldades no uso espontâneo e fluente do inglês na comunicação diária.

Do ponto de vista territorial, o estudo apresenta diferenças significativas entre regiões. Coimbra lidera com 639 pontos, seguida de Braga, Aveiro e Viseu, demonstrando forte presença do inglês no ambiente académico e formativo. Na ponta oposta surgem Bragança, Viana do Castelo e Setúbal, esta última com 596 pontos, ainda assim acima da média mundial.

A análise demográfica mostra que os jovens entre os 18 e os 20 anos registam o melhor desempenho, sendo o grupo com maior exposição escolar, cultural e digital ao inglês. A pontuação média diminui gradualmente com o aumento da idade, confirmando o impacto das novas gerações no panorama linguístico nacional. Os alunos e professores apresentam também resultados particularmente elevados, rondando os 650 pontos, seguidos por profissionais das áreas jurídica e tecnológica, onde o contacto constante com documentação internacional tende a ser mais expressivo.

O estudo chama ainda a atenção para o crescente papel das ferramentas de tradução e comunicação baseadas em inteligência artificial, que têm contribuído para acelerar a melhoria da proficiência, sobretudo em competências produtivas como a escrita e a fala. A EF sublinha que a maior disponibilidade de plataformas de aprendizagem digital, o contacto quotidiano com conteúdos estrangeiros e a integração do inglês em várias etapas da formação profissional estão entre os fatores que explicam o atual desempenho de Portugal.