Portugal activou uma missão nacional de emergência para apoiar as operações de busca, salvamento e assistência às populações afectadas pelos sismos que atingiram a Venezuela.

A resposta portuguesa mobiliza dois aviões KC-390 da Força Aérea Portuguesa, a partir da Base Aérea N.º 11, em Beja, com uma equipa especializada e cerca de 23 toneladas de ajuda humanitária destinadas às zonas mais afectadas.

A missão reúne 64 elementos, entre operacionais e equipas de apoio, integrando meios da Guarda Nacional Republicana, da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil, do Instituto Nacional de Emergência Médica e do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa.

Os profissionais destacados possuem competências em busca e salvamento urbano, recuperação de vítimas, avaliação de estruturas, resposta a catástrofes e apoio médico de emergência. A operação foi planeada para um período inicial de dez dias, com uma margem adicional de reserva, em função da evolução das necessidades no terreno.

Os dois sismos, de magnitude 7,2 e 7,5, ocorreram com menos de um minuto de intervalo e provocaram danos significativos em várias regiões da Venezuela. Caracas e La Guaira estão entre as zonas mais afectadas, com edifícios destruídos ou gravemente danificados e operações de resgate em curso.

À hora de fecho desta edição, as autoridades venezuelanas apontavam para mais de 900 vítimas mortais. O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, confirmou também a morte de 28 portugueses e lusodescendentes, mantendo-se dezenas de pessoas da comunidade luso-venezuelana por localizar.

A dimensão da tragédia levou à mobilização de equipas internacionais de emergência, num esforço que coloca a prioridade na localização de sobreviventes, no apoio médico e na assistência às populações desalojadas.

Para Portugal, a operação tem uma relevância particular devido à forte presença da comunidade portuguesa e lusodescendente na Venezuela. O país acolhe uma das maiores comunidades portuguesas no continente americano, com especial expressão em Caracas, Valência, Maracay e outras cidades.

A resposta resulta de uma articulação entre os Ministérios dos Negócios Estrangeiros, da Defesa Nacional, da Administração Interna e da Saúde. A missão humanitária procura apoiar as autoridades venezuelanas e reforçar a capacidade de resposta nas zonas onde continuam as operações de busca, salvamento e socorro.

A mobilização dos meios da Força Aérea Portuguesa permite transportar equipas especializadas, equipamento técnico e ajuda humanitária num contexto em que as primeiras horas e dias após um sismo são decisivos para a localização de vítimas sob os escombros.

A presença de elementos do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa acrescenta capacidade técnica na avaliação de estruturas e no resgate urbano. Parte dos operacionais destacados possui experiência em cenários internacionais de catástrofe, incluindo missões de busca e salvamento após sismos.

Portugal reforça, assim, o apoio humanitário à Venezuela num momento de especial dificuldade para a população afectada e para as comunidades portuguesas residentes no país.

Os cidadãos portugueses que necessitem de apoio devem contactar os serviços consulares e de emergência disponibilizados pelas autoridades portuguesas.

Contactos de emergência:

Caracas
+58 414 466 53 50

Valência
+58 412 040 55 65

Gabinete de Emergência Consular
+351 217 929 714
+351 961 706 472