Portugal assinou, a 17 de setembro de 2025, um aditamento ao contrato existente com a Embraer para a aquisição de uma sexta aeronave KC-390 Millennium e a inclusão de 10 opções adicionais de compra.
O acordo, celebrado no âmbito da cooperação entre Lisboa e Brasília, visa ampliar a capacidade operacional da Força Aérea Portuguesa (FAP) e posicionar o país como referência europeia no uso deste modelo de transporte militar.
O KC-390 Millennium é capaz de transportar até 26 toneladas de carga útil, atingir velocidades de 470 nós e operar em pistas temporárias ou não pavimentadas, incluindo solo batido e cascalho. Entre as suas utilizações estão o transporte estratégico, a logística, o combate a incêndios, missões humanitárias, evacuações médicas e apoio em situações de catástrofe.
Portugal foi o primeiro membro da NATO a receber e operar o avião multimissão, em 2023, assumindo desde então um papel pioneiro no continente europeu. O novo contrato prevê que a Base Aérea N.º 11, em Beja, seja consolidada como centro especializado de formação de pilotos e operadores, criando condições para partilha de conhecimento com países aliados que também considerem modernizar as suas frotas.
Atualmente, o KC-390 já está em operação em 11 forças aéreas internacionais, incluindo oito países europeus e sete membros da OTAN. Para a Embraer, o acordo agora firmado com Portugal confirma “o reconhecimento da qualidade e eficiência operacional” do modelo e reforça o estatuto do país como parceiro de referência no espaço euro-atlântico.
O Chefe do Estado-Maior da Força Aérea Portuguesa, General João Cartaxo Alves, destacou que o reforço da frota “aumenta substancialmente a disponibilidade do transporte tático e logístico nacional, tanto no contexto da OTAN como da União Europeia”.
Sublinhou ainda que o aditamento ao contrato contribui para assegurar a prontidão rápida de Portugal em missões internacionais, ao mesmo tempo que promove interoperabilidade, partilha de experiência e formação conjunta com países aliados.
Segundo o Ministério da Defesa Nacional, a expansão da frota permitirá responder de forma mais eficaz a cenários variados, que vão desde operações militares até missões de caráter civil.
