O primeiro congresso de associações portuguesas do Reino Unido decorreu no passado dia 22 de novembro em Leicester, tendo a organização do jornal “As Notícias”.
Este evento representa um marco para o movimento associativo do Reino Unido. Das quase 50 associações identificadas em todo o território, mais de 20 marcaram presença neste evento, que além de diversos oradores sobre diversas matérias especificas do associativismo, contou ainda com a presença ao mais alto nível do governo português, através do Ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes. Este membro do governo foi originariamente eleito pelo círculo da Europa como deputado, tendo posteriormente subido a ministro.
A presença de vários conselheiros das comunidades, eleitos locais, futuros candidatos lusodescendentes nas eleições municipais de 2026, e dezenas de dirigentes associativos, foi completada pela representação do consulado-geral de Portugal em Londres, e ainda Mónica Ferro, diretora do Escritório do Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA) em Londres.
A organização, planeamento e estruturação do movimento associativo português da diáspora representa um ponto importante da política externa portuguesa. É através deste movimento que a comunidade portuguesa se afirma nos vários países de acolhimento, tendo mesmo dezenas ou centenas de eleitos locais participantes ativos na política local.
Foi possível discutir neste congresso a importância da capacitação técnica das associações, em primeiro plano pela credenciação destas junto do estado português e da DGACCP. Este é um elemento fundamental para que os próprios serviços do estado possam ter uma radiografia o mais fidedigna possível da comunidade portuguesa em todo o mundo.
Cabe depois às associações através dos programas e projetos que se propõem desenvolver, aumentar a exigência e elevar para um patamar de alto nível o seu trabalho e presença pública.
Quanto mais o movimento associativo for exigente consigo mesmo, mais poderá exigir e evoluir.
Esta foi uma das referências que fiz e expliquei durante a minha intervenção no evento.
A presença de um elemento do governo com presença no conselho de ministros mostra bem a importância dada ao evento e ao tema, mas traz também mais responsabilidade a todos os envolvidos.
Para 2026 está já prometida uma nova edição, que se espera ainda mais abrangente e mais proveitosa na preparação do movimento associativo.
Por Vitor Oliveira | Diáspora Europa
