A pescaria de cerco da sardinha ibérica voltou a ser distinguida com a certificação internacional do Marine Stewardship Council (MSC) em julho de 2025. A recuperação do Selo Azul, marca um momento decisivo para o setor e resulta de uma década de esforços conjuntos entre pescadores, cientistas e autoridades.
Suspenso em 2014 devido ao estado crítico do stock, o selo foi agora restaurado após auditoria independente da Bureau Veritas, iniciada em 2024. A pescaria superou os critérios exigidos nos três pilares do MSC: população saudável, impacto ambiental reduzido e gestão eficaz. Para manter a distinção, será necessária uma monitorização contínua da espécie e do ecossistema.
A certificação abrange 339 embarcações (144 portuguesas e 195 espanholas) e conta com o envolvimento de 17 organizações de produtores e três associações portuguesas da indústria alimentar (ANICP, ALIF e APED). A cerimónia de entrega decorreu em Matosinhos, com presença de representantes governamentais de ambos os países.
Portugal detém 66,5% da quota de captura da sardinha ibérica, o equivalente a 34.406 das 51.738 toneladas autorizadas para 2025. A gestão é regida por um plano plurianual (2021–2026), que define regras para períodos de pausas na pesca durante a reprodução, limites à captura de juvenis e monitorização dos impactos no ecossistema marinho.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) teve papel determinante no fornecimento de dados científicos através do projeto SARDINHA2030, financiado pelo programa MAR2030 e pela União Europeia. Em 2024, o IPMA foi distinguido pelo próprio MSC com o prémio “Impulso à Pesca Sustentável”.
O selo MSC contribui para valorizar a sardinha portuguesa nos mercados internacionais. O reconhecimento também reforça o rendimento dos pescadores e distingue o património cultural ibérico associado a esta espécie.
O ministro da Agricultura e Pescas, José Manuel Fernandes, considerou a certificação “um sinal de sustentabilidade, boa gestão e qualidade”, sublinhando que “vale a pena o esforço dos pescadores”. Já Alberto Martín, diretor do MSC para Portugal e Espanha, destacou o impacto económico do selo: “Traz confiança aos consumidores e mais-valia nos mercados”.
A reconquista do Selo Azul representa um marco de reconhecimento internacional e uma conquista para a sustentabilidade da pesca tradicional portuguesa.
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