A possibilidade de um voo direto entre Lisboa e Hong Kong voltou a ganhar destaque após contactos recentes entre autoridades portuguesas e a Autoridade do Aeroporto de Hong Kong.

Segundo Bernardo Mendia, secretário-geral da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Chinesa (CCILC), a ligação é atualmente tecnicamente viável, mas enfrenta sobretudo um desafio económico. Rotas intercontinentais exigem uma massa crítica consistente de passageiros e carga para garantir sustentabilidade financeira.

Atualmente, o tráfego entre Portugal e o sul da China é feito maioritariamente através de escalas em hubs europeus ou do Médio Oriente. Ainda assim, Mendia considera que uma ligação direta poderia ter um impacto estratégico relevante.

O responsável destaca o potencial da Grande Baía Guangdong–Hong Kong–Macau, uma região com mais de 70 milhões de habitantes, bem como a ligação ao universo lusófono, que reúne cerca de 260 milhões de pessoas.

Uma rota direta entre Lisboa e Hong Kong poderia reforçar o posicionamento da capital portuguesa como plataforma de ligação entre Europa, Ásia e os países de língua portuguesa, beneficiando também da rede atlântica operada pela TAP Air Portugal e da posição geográfica estratégica de Portugal.