A República de Angola celebrou no dia 11 de novembro o 50.º aniversário da independência, assinalando o marco com uma cerimónia oficial em Luanda que reuniu chefes de Estado, homenagens históricas e uma ampla mobilização nacional.
O ato central das comemorações decorreu na Praça da República, em Luanda, onde o hastiar da bandeira nacional marcou o início das festividades. O Presidente João Lourenço afirmou que as celebrações seriam “uma oportunidade para exaltar a jornada histórica de Angola, revisitando conquistas e desafios”. A União Africana enviou felicitações oficiais, sublinhando as “cinco décadas de soberania, resiliência e progresso” do país.
A programação oficial incluiu desfiles, concertos e diversas iniciativas culturais a decorrer até ao final de 2025. Estiveram presentes delegações estrangeiras e representantes de várias províncias angolanas, num evento acompanhado por meios de comunicação nacionais e internacionais. Como parte das celebrações, foi ainda anunciado um jogo-exibição entre a seleção angolana e a Argentina, com a participação de Lionel Messi.
O plano governamental para o jubileu decorre sob o lema “Preservar e valorizar as conquistas feitas, construindo um futuro melhor”, envolvendo atividades culturais, desportivas e institucionais. Apesar do simbolismo da data, organismos internacionais recordam desafios persistentes, incluindo a taxa de desemprego jovem, estimada em 27,9% em 2024.
Desde a independência em 1975, Angola registou mudanças profundas: a população passou de 6,5 milhões para cerca de 35 milhões, a taxa de analfabetismo desceu de 85% para cerca de 24%, e sectores como educação e saúde tiveram expansão significativa.
As celebrações do 50.º aniversário incluem ainda actividades em várias províncias e em representações diplomáticas no estrangeiro, com eventos dirigidos às comunidades angolanas na diáspora, previstos para decorrer até ao final de 2025.
