EurAfrican Forum regressa a Cascais para debater nova fase da cooperação entre África e Europa. A 9.ª edição realiza-se nos dias 15 e 16 de julho, na Nova SBE, sob o tema “Africa Rising: Prosperity Through Global Cooperation”

O EurAfrican Forum regressa à Nova SBE, em Carcavelos, Cascais, nos dias 15 e 16 de julho, para a sua 9.ª edição, reunindo líderes políticos, empresariais, académicos e institucionais de África, Europa e outras regiões do mundo.

Promovido pelo Conselho da Diáspora Portuguesa, o encontro terá como tema “Africa Rising: Prosperity Through Global Cooperation” e procurará discutir os desafios e oportunidades que marcam o futuro das relações euroafricanas.

A edição de 2026 parte da crescente relevância de África na economia, na demografia e na geopolítica mundial. Com uma população jovem, recursos estratégicos, ecossistemas de inovação em expansão e maior influência nas instituições multilaterais, o continente afirma-se como parceiro central na resposta a desafios globais.

O programa decorrerá ao longo de dois dias e incluirá seis painéis dedicados ao comércio e investimento, capital humano, energia, infraestruturas, inovação e tecnologia, e geopolítica. Entre os temas em debate estarão a atração de investimento, a transição energética, a investigação em saúde, a transformação digital, o desenvolvimento de infraestruturas resilientes e a evolução da ordem internacional.

Entre os participantes confirmados estão José Manuel Durão Barroso, chairman do EurAfrican Forum, Paulo Rangel, ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Nuno Piteira Lopes, presidente da Câmara Municipal de Cascais, e António Calçada de Sá, presidente da Direção do Conselho da Diáspora Portuguesa.

A lista de oradores inclui ainda Bianca Odumegwu-Ojukwu, ministra dos Negócios Estrangeiros da Nigéria, Michael Sheldrick, cofundador da Global Citizen, Maria Manuel Mota, CEO do Gulbenkian Institute for Molecular Medicine, Sérgio Pimenta, CEO do Africa50 Infrastructure Acceleration Fund, e Miguel Poiares Maduro, dean da Católica Global School of Law.

Segundo António Calçada de Sá, “a crescente relevância de África na economia e na geopolítica mundial exige uma nova geração de parcerias, assentes na confiança, na criação de valor partilhado e numa visão de longo prazo”.

O presidente da Direção do Conselho da Diáspora Portuguesa defende que o EurAfrican Forum pretende ser “o espaço onde essas parcerias ganham forma, reunindo líderes capazes de transformar diálogo em ação e cooperação em impacto concreto para ambos os continentes”.

A edição deste ano contará também com a participação ativa de membros do Conselho da Diáspora Portuguesa, incluindo Conselheiros e Jovens Conselheiros de diferentes geografias, que terão um papel na coordenação dos painéis de discussão.

A organização sublinha que esta ligação à diáspora reforça a vocação internacional do Fórum e a sua capacidade de aproximar líderes, instituições e projetos africanos e europeus.

Ao consolidar-se como plataforma de diálogo entre Europa e África, o EurAfrican Forum reforça também o papel de Portugal como ponto de encontro entre os dois continentes, num contexto internacional marcado por transformações económicas, institucionais e geopolíticas.