Em 2025, os jovens portugueses apresentam níveis de qualificação acima da média da União Europeia, segundo Pordata, Eurostat e INE. A tendência reflete uma década de crescimento no ensino superior e no desenvolvimento de competências digitais, colocando Portugal entre os países com maior percentagem de jovens formados.
Atualmente, 36,1% dos jovens entre os 20 e os 29 anos têm ensino superior, acima da média da UE (31,7%). Quase nove em cada dez jovens entre os 20 e os 24 anos concluíram pelo menos o ensino secundário, o que posiciona Portugal como o 7.º país europeu neste indicador. O número de inscritos no ensino superior cresceu 24% na última década, atingindo 448 mil estudantes em 2023/2024.
A presença internacional também aumentou: 8% dos alunos de licenciatura e 14% dos de mestrado são estrangeiros, valores superiores às médias europeias (6% e 12%). No domínio digital, Portugal ocupa a 5.ª posição entre os países que mais utilizam redes sociais e consomem informação online.
No entanto, o mercado de trabalho continua a representar um desafio para as novas gerações. Embora 72,9% dos jovens afirmem que as suas funções correspondem às qualificações, cerca de um em cada cinco considera estar sobrequalificado para o cargo que desempenha. Além disso, seis em cada dez jovens têm vínculos precários, e muitos adiam a saída da casa dos pais: em 2022, 95% dos jovens entre os 18 e os 29 anos ainda viviam com a família, saindo em média apenas aos 30 anos — três acima da média europeia.
Relatórios de instituições como a Fundação José Neves, Deloitte e Instituto +Liberdade apontam para a necessidade de reforçar políticas de valorização salarial e de retenção de talento, bem como de apoiar a transição para setores de maior produtividade.
Apesar destes desafios, os dados confirmam um ponto central: os jovens portugueses são hoje mais qualificados e internacionalizados do que nunca.
