Ao contrário do que muitos governos dizem, já estamos numa grande crise. Há dois anos os bancos e muitas corporações elevaram os seus lucros mas não os distribuem aos acionistas. Elevam os seus fundos de reserva, à espera da crise.
Temos duas grandes guerras, o aumento nos preços do crude, o brutal aumento na verba para armas, a incerteza do futuro, a insatisfação do eleitor com governos influenciados por grupos. E a TV que foca o sensacional, não o essencial.
Na UE há a promessa de doar dezenas de milhares de milhões para recuperar a Ucrânia e elevar a compra de armas, o que beneficiará a economia dos EUA, da Alemanha e de França. A emissão de dívidas do Euro para limitar o aumento dos impostos, elevará a inflação, os juros, e milhões de hipotecas irão a leilão público, onde milhares de famílias mudarão para longe dos seus trabalhos. A criminalidade aumentará. Nada de novo, isto já ocorreu muitas vezes nos recentes 40 anos.
A diáspora pode nos ajudar. Outros países patrocinam a vinda de representantes das muitas regiões, em reuniões globais e por continente. Há reuniões trimestrais pela net ou mistas, para os que não têm tempo para viajar. Estes Conselhos Consultivos podem convidar também empresários estrangeiros que conheçam bem o potencial de exportação ou lucrativos nichos de turismo e serviços. Eles custam apenas um café, pois esses experientes técnicos têm prazer em partilhar a sua rede de contatos onde reina o win-win, onde todos ganham.
Temos muitos recém-reformados emigrantes que estão a regressar à terrinha, a maioria com filhos onde enriqueceram e lá têm também uma segunda casa e uma invejável rede de contatos. É disto que precisamos para exportar mais, sobretudo produtos e serviços onde ainda podemos crescer em pequenos, mas lucrativos nichos, em países por vezes por nós quase ignorados.
A prática noutros países mostra que o ideal é ter estes Conselhos com Grupos de Trabalho por setor económico, ligados diretamente ao Presidente da República. Pois passam a pensar mais no melhor para o País a longo prazo, partilhando o contexto da sua experiência profissional e na região de cada país onde atuaram. No Brasil há este bom exemplo há 23 anos. Na Suécia, com maior foco na Indústria, há 45 anos. Eu próprio represento lá a diáspora sueca de Portugal e tenho conhecidos com a mesma função ligados à Itália, Áustria, etc.
Os sérios problemas que muitos países da UE enfrentarão só serão amainados com a inovação inspirada no sucesso dos que já inovaram.
![]()
Investimento em Portugal por Jack Soifer
