O primeiro-ministro Luís Montenegro realizará uma visita oficial à China, Macau e Japão entre 8 e 12 de setembro, com o objetivo de aprofundar relações políticas, económicas e culturais com estas potências asiáticas e de preparar a participação portuguesa na Expo Osaka 2025.

 

A viagem, que acontece nove anos após a última deslocação de um chefe de Governo português à China, contará com a presença do ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel; do ministro da Economia e Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida; da presidente da AICEP, Madalena Oliveira e Silva; e de representantes da diplomacia e da economia nacionais.

 

Agenda prevista na China

Montenegro chega a Pequim no dia 8 de setembro, sendo recebido com guarda de honra. O programa inclui a Grande Muralha da China, a deposição de coroa de flores na Praça Tiananmen e encontros de alto nível com Zhao Leji, presidente da Assembleia Popular Nacional, e com o presidente chinês Xi Jinping, que raramente recebe primeiros-ministros estrangeiros. Estão ainda previstas assinaturas de instrumentos jurídicos de cooperação com o primeiro-ministro chinês Li Qiang.

 

Passagem programada por Macau

Na noite de 9 de setembro, o primeiro-ministro seguirá para Macau, onde visitará a Escola Portuguesa de Macau, encontra o chefe do executivo, Sam Hou Fai, e reúne-se com a comunidade portuguesa local. Estão também previstas visitas a locais emblemáticos como as Ruínas de São Paulo e a Praça do Leal Senado.

 

Diplomacia no Japão e Expo Osaka 2025

Já em Tóquio, Montenegro vai reunir-se a 11 de setembro com seu homólogo japonês, Shigeru Ishiba, e com a Keidanren (Federação Empresarial Japonesa). Será assinado um memorando entre a AICEP e a JETRO para promover comércio, investimento e inovação tecnológica. A visita prosseguirá em Nagoia e culminará na Expo Osaka 2025, onde Portugal marca presença com o pavilhão “Oceano: Diálogo Azul”, que destaca a economia azul, sustentabilidade e ciência oceânica.

 

Impacto e Expectativas

Esta visita pretende reforçar a presença diplomática portuguesa na Ásia, atrair novos investimentos e fomentar parcerias nas áreas de comércio, ciência, ensino, cultura e turismo. A expectativa é que os acordos previstos e a participação estratégica na Expo 2025 potenciem novas oportunidades para empresas e instituições portuguesas no mercado asiático.