Stéphanie Frappart tornou-se esta quinta-feira a primeira mulher a dirigir um jogo de um Mundial masculino.

A árbitra internacional é lusodescendente, “filha de mãe portuguesa”. A informação foi divulgada no Twitter pelo presidente da Assembleia da República. Augusto Santos Silva manifestou o orgulho no feito alcançado por uma cidadã descendente de portugueses.

Stephanie #Frappart, que se tornou hoje a primeira árbitra a apitar num mundial de futebol masculino, é lusodescendente, filha de mãe portuguesa. Temos muito orgulho nisso.

Frappart, de 38 anos, já tinha sido quarta árbitra no México-Polónia e no Portugal-Gana e, assim, vai somou novo marco histórico na carreira, por um lado, e da igualdade de género no futebol, por outro.

Árbitra internacional desde 2009, foi a primeira mulher a dirigir um jogo de competições europeias masculinas, na Supertaça Europeia de 2019, a primeira num jogo da Liga dos Campeões e da Liga francesa e, em 2021, apitou também um encontro da qualificação para o Mundial 2022, onde agora fez mais história.

Frappart é uma das três mulheres nomeadas para o Mundial 2022, e dirigiu esta quinta-feira o encontro entre costa-riquenhos e alemães, da terceira e última jornada do Grupo E. Apesar da vitória por 2-4, a Alemanha não conseguiu apurar-se para os oitavos de final e também a Costa Rica ficou pelo caminho.

Antes do jogo, Frappart deu conta da emoção que sentia por ser a primeira mulher a dirigir um jogo de um Mundial masculino.

“Terei de controlar a emoção para me centrar no relvado. Vou sentir muita emoção para entrar num estádio de um Mundial, que seguramente estará cheio e onde haverá muitas expectativas”, referiu, em declarações à FIFA.

“Quando soube [da nomeação] a emoção foi enorme, não o esperava, estou muito orgulhosa de representar a França no Mundial”, disse.

Frappart, que também já foi a primeira mulher a dirigir um jogo na Liga dos Campeões, no Europeu e da liga francesa, afiançou que o seu objetivo passava por “fazer um bom encontro”.