A empresa portuguesa Bandora iniciou a sua expansão nos Estados Unidos com soluções de inteligência artificial para edifícios inteligentes, após resultados expressivos num primeiro projeto em Nova Jérsia. A startup, que já atua em países como Espanha, Brasil e Emirados Árabes Unidos, reforça agora o papel de Portugal como exemplo de inovação sustentável.
A tecnologia foi aplicada em dois restaurantes de grande afluência, Dunkin’ Donuts e Dave’s Hot Chicken, em parceria com o grupo gestor Lufrankton LLC. Em apenas dois meses, os sistemas de climatização (HVAC) reduziram o consumo energético em 30% a 50%. A solução usa inteligência artificial para otimizar sistemas já existentes, com impacto direto na fatura energética e na pegada de carbono.
Segundo o site da empresa, o sistema da Bandora funciona através de uma plataforma de nuvem não intrusiva, que recolhe dados em tempo real de todos os sistemas dentro de um edifício. A empresa destaca-se por ser a primeira no mercado a aplicar algoritmos de aprendizagem automática em operações prediais, prevendo consumo de energia, temperatura interna, ocupação, conforto e até falhas técnicas. Ao operar em rede, cada edifício ligado ao sistema beneficia da inteligência coletiva dos restantes, simplificando a gestão, reduzindo recursos humanos necessários e diminuindo o consumo energético.
O sucesso da experiência abriu caminho à expansão para outros estados norte-americanos, como Massachusetts e Flórida, e ao setor do retalho. Para Márcia Pereira, CEO da Bandora, a ambição é global: “Queremos mostrar que é possível criar impacto ambiental positivo e, ao mesmo tempo, reduzir custos operacionais para as empresas. A internacionalização é um passo natural para a Bandora, que nasceu com vocação global”, declarou.
O crescimento internacional conta com o apoio da HearstLab, fundo de capital de risco da Hearst Corporation, que investiu 100 mil euros na tecnológica portuguesa, segundo o The Portugal News. A Bandora estima ter evitado, até agora, a emissão de mais de 215 toneladas de CO₂. Em 2024, a meta era otimizar 300 edifícios a nível global.
Por Rodrigo Matsuda
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