Legenda: O historiador Daniel Bastos (ao centro), ladeado do comendador Manuel DaCosta (esq.) e do fotógrafo Luís Carvalhido (dir.)

 

A comunidade portuguesa em Toronto acolheu, no sábado, 28 de junho, a apresentação do livro Monumentos ao Emigrante: Uma Homenagem à História da Emigração Portuguesa, numa sessão solidária cujas receitas revertem para a construção do primeiro lar de cuidados para seniores lusófonos na cidade, promovido pela Magellan Community Foundation.

O livro, já destacado pelo Diáspora Lusa em maio de 2025, aquando do seu lançamento em Portugal, chega agora ao Canadá com o objetivo de celebrar a memória da emigração portuguesa e apoiar diretamente a comunidade luso-canadiana.

Da autoria do historiador Daniel Bastos e do fotógrafo Luís Carvalhido, a obra reúne mais de uma centena de monumentos espalhados por todo o território português, incluindo as regiões autónomas da Madeira e dos Açores.

Durante o evento, foram entregues certificados de reconhecimento da Câmara dos Comuns do Canadá aos autores e ao comendador Manuel DaCosta, anfitrião da sessão. A distinção foi feita pelo deputado federal Peter Fonseca, em nome do Governo e do primeiro-ministro canadiano, Mark Carney.

O próprio DaCosta sublinhou: “É um livro que preserva a história dos emigrantes portugueses”, acrescentando que a apresentação “constitui um tributo à comunidade portuguesa no Canadá”.

 

Daniel Bastos TorontoIntegrada nas celebrações do Mês do Património Português no Canadá, a sessão decorreu com casa cheia e contou com a presença da Cônsul-Geral de Portugal em Toronto, Ana Luísa Riquito.

A edição inclui textos do escritor Onésimo Teotónio Almeida e da socióloga Maria Beatriz Rocha-Trindade, tradução de Paulo Teixeira e conta com o apoio da Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas e da Sociedade de Geografia de Lisboa.

Com novas apresentações previstas em Portugal e noutras comunidades portuguesas pelo mundo, Monumentos ao Emigrante é, além de uma obra documental, uma expressão concreta de apoio aos emigrantes que envelhecem longe da sua terra natal.

 

Por Rodrigo Matsuda