O retrato oficial do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, da autoria do artista português Alexandre Farto, conhecido como Vhils, foi apresentado esta quarta-feira numa cerimónia realizada no Museu da Presidência da República, em Lisboa.

A obra integra já a galeria de retratos oficiais dos chefes de Estado portugueses e distingue-se pela técnica utilizada. Em vez de pintura, o retrato foi construído a partir de camadas de jornais nacionais publicados ao longo dos últimos dez anos, procurando simbolizar o peso e a memória dos dois mandatos presidenciais.

Segundo Vhils, a composição pretende refletir a dimensão histórica do período em que Marcelo Rebelo de Sousa exerceu funções, recorrendo a materiais associados à atualidade e à construção da memória coletiva.

Durante a apresentação, Alexandre Farto sublinhou o caráter singular da obra no contexto da galeria presidencial. Recordou que, depois de retratos assinados por artistas como Columbano, Júlio Pomar ou Paula Rego, esta é a primeira vez que um retrato presidencial não assume a forma de pintura.

O artista destacou também o simbolismo pessoal do momento, referindo tratar-se da primeira vez que um criador com percurso ligado à arte urbana realiza um retrato oficial de um Presidente da República.

A cerimónia contou com a presença de Marcelo Rebelo de Sousa, do próprio artista e de vários convidados, marcando a entrada da obra no património institucional associado à memória da Presidência da República.