“Tentamos projectar a Casa de Macau em Portugal como um espaço de encontro das gentes de Macau”
O português, natural de Macau, Carlos Manuel Piteira é presidente da Casa de Macau em Portugal num tempo de transição geracional e de redefinição do papel das comunidades da diáspora. Com um percurso profundamente ligado à vivência macaense, Piteira lidera uma instituição que se afirma como referência simbólica da ligação triangular entre Portugal, Macau e a República Popular da China, sustentada na cultura, na memória colectiva e na presença activa dos seus associados.
Nesta entrevista, este responsável aborda os principais eixos de actuação da instituição, desde a preservação da identidade macaense até aos desafios de envolvimento das novas gerações e ao diálogo com outras entidades da diáspora. Carlos Manuel Piteira analisa ainda o futuro da Casa de Macau, sublinhando a importância de manter vivo o legado lusófono e o espaço de encontro das gentes de Macau em Portugal.
Quais são os principais objectivos da Casa de Macau de Portugal no fortalecimento das relações culturais e sociais entre Portugal, Macau e a China?
Obviamente, todas as actividades e posições assumidas pela Casa de Macau em Portugal inserem-se no reforço do fortalecimento das relações culturais e sociais entre Portugal, Macau e República Popular da China. Basta referir, que a razão da sua existência assenta na sua importância como referência simbólica que justifica essa triangulação. Para tal, basta verificar a própria composição dos nossos associados que são os principais “actores” deste fortalecimento, com uma presença assídua em todos os nossos eventos, onde a herança lusófona, a identidade macaense e a influência oriental e chinesa são continuamente alicerçadas.
Poderia destacar alguns dos projectos ou iniciativas recentes que a Casa de Macau tem desenvolvido para promover a cultura macaense em Portugal?
A Casa de Macau em Portugal tem como um dos seus eixos centrais preservar e divulgar a cultura macaense nomeadamente, na realização do “Chá Gordo” em todas as suas datas festivas ao longo do ano e na divulgação do seu crioulo (Patuá) em eventos musicais e recitais, entre outras iniciativas que também ressalvam os seus traços identitários. Ler artigo completo
