O Parque de Merendas do Emigrante, em Remelhe, Barcelos, recebeu no dia 15 de agosto a visita oficial do Presidente da Câmara Municipal, Mário Constantino Lopes, e do Ministro da Agricultura e do Mar, José Manuel Fernandes.

A iniciativa marcou simbolicamente o regresso de milhares de emigrantes à sua terra natal durante o verão e reforçou a ligação entre autarquias, Governo e comunidades portuguesas no estrangeiro.

Também participaram na visita o Presidente da Junta de Freguesia de Remelhe, José da Costa Monteiro, elementos do executivo municipal e representantes da diáspora, entre eles a conselheira das Comunidades Portuguesas do Reino Unido e Irlanda, Sandra Mano, e o Presidente do Conselho Regional da Europa das Comunidades Portuguesas, Vítor Oliveira.

O novo parque é um espaço de lazer, convívio e celebração da identidade emigrante, pensado para reforçar laços comunitários e valorizar o contributo das comunidades portuguesas na vida social e económica do concelho. A obra foi acompanhada pela requalificação da Rua Fonte de Campelo, garantindo melhores acessos e conforto para visitantes.

A presença do Ministro José Manuel Fernandes deu um sinal claro de apoio institucional a projetos de valorização rural e integração comunitária. O governante sublinhou que iniciativas deste género são essenciais para combater a desertificação, atrair jovens e famílias durante o verão e criar condições que favoreçam até o regresso de emigrantes.

Antes da cerimónia em Remelhe, houve ainda uma receção nos Paços do Concelho, onde o vereador Carlos Reis reuniu-se informalmente com Sandra Mano e Vítor Oliveira, reforçando a ponte entre políticas municipais e as preocupações da diáspora.

O encontro foi acompanhado por animação cultural, com atuações da Banda do Galo e da Associação Folclórica de São Miguel da Carreira, que deram um tom festivo ao convívio entre emigrantes, famílias locais e visitantes de freguesias vizinhas.

Para o município de Barcelos, este parque é mais do que um espaço de lazer: é um símbolo de reconhecimento ao papel das comunidades emigrantes. A autarquia tem destacado, de forma reiterada, o impacto positivo das remessas e do investimento dos portugueses no estrangeiro no desenvolvimento local, e vê nestes espaços físicos uma forma de manter viva a ligação afetiva e cultural.

Representantes da diáspora presentes defenderam que o projeto deve servir de modelo replicável noutras regiões com forte tradição emigrante, promovendo a coesão social e fortalecendo a ligação entre Portugal e os portugueses espalhados pelo mundo.

 

 

Foto: Município de Barcelos